decompor o riso e esquecer. Empacotar
toda a alegria numa caixa frágil de cartão,
levá-la nas mãos trémulas até à cave mais
escura. Descer as escadas velhas, falhar
um degrau e cair. Ver a coragem a saltar
do corpo, na queda. Ouvir o som que faz
o riso, ao partir-se. Procurar os pedaços,
perder os olhos abertos no chão,
perder o chão, perder o andar.
Sabes lá o que custa.
Virgínia do Carmo
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