quinta-feira, 23 de abril de 2020

Para um amigo tenho sempre um relógio

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa


Sem comentários:

Enviar um comentário

Tens-me em tuas mãos

Tens-me em tuas mãos e lês-me como um livro. Sabes o que eu não sei e contas-me as coisas que eu não digo a mim mesmo. Aprendo mais contigo ...