terça-feira, 19 de julho de 2022

[Quantas vezes te esperei à porta]

Quantas vezes te esperei à porta como se fosse entrar em casa. E como me senti em casa. Até depois de sair, quando passo a passo crescia algo de escuro e absurdamente insuportável, e crescia a cada segundo e a cada passo. Como se no dia seguinte acabasse o mundo, porque tudo o que foi iniciado ficou por acabar. Porque sair era como não ficar, podia ser para sempre.


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